O Caderno de Literatura do DC aproveita textos acadêmicos para dar credibilidade a seu produto. Os acadêmicos aproveitam para treinar habilidades. Escrever para o Jornal é bom para o currículo e para o ego acadêmico. Para o Jornal interessa apenas a imagem, falsa, de que temos literatura. Não temos. Temos acadêmicos. Isso não há como negar, bons acadêmicos, sim. Escritores são outra história. E há que saber se eles desejam ser escritores ou já o são. Vamos ao teste.
Entre um artigo e outro se percebe quem é "aluno" e quem é "mestre". O aluno escreve os artigos como se fosse uma tarefa a ser entregue para a avaliação do professor que o encaminha para o Jornal. O texto do aluno é cheio de ganchos bibliográficos. Ele pontua e seqüência. É um texto padrão.
O "mestre-mestre", não o simples professor, mostra seu estilo por trás do conteúdo bibliográfico. O mestre já sabe e não precisa ter a bibliografia como ponto de partida. O ponto de partida é seu conhecimento profundo do assunto e sua experiência a respeito do tema discutido.
O aluno precisa seguir a receita para fazer o bolo. O professor já sabe como fazer o bolo sem a receita. O mestre faz o bolo do seu jeito, aproveitando apenas o que interessa na receita, criando algo mais a partir da base. Ele tem um estilo pessoal de desenvolver o texto.
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