Há alguns dias duas meninas,15,16anos, chamaram a atenção por terem desaparecido. Dias depois confirmou-se que elas tinham fugido de casa. Queriam ir para a Argentina de carona. Lembrei dos meus planos adolescentes de fuga. Sempre escrevia longas cartas. Não foi uma única vez foram pelo menos quatro. Agora parece engraçado, mas naquela época era angustiante. Até hoje no parapeito da janela do quarto está cravado um desejo: ir a N.Y e depois à Miami estudar Biologia Marinha. Coisas do Sr. Jacques Cousteau e seus documentários. Ouvindo a reportagem falei para minha mãe daqueles planos e ela me veio com essa: "Quem sabe vc. não tivesse aprendido a viver!" Imagino que seja fácil agora dizer, mas é imprevisível saber o que teria acontecido se eu tivesse tido a coragem que essas duas meninas tiveram. Eu nunca fugi nem para dormir na casa de uma amiga, quando mais para ir à Argentina.Não direi sobre os motivos, mas creio que são os mesmos das garotas. São os mesmos para todos que pensam ou até executam fugas de casa.
Um comentário:
cacilda, comentário materno na lata!
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