O "Psicopata", se caracteriza pela essência de desvios de caráter por conta da não assimilação afetiva das normas morais de convivência social, resultando na incapacidade de o indivíduo sentir-se culpado por sua conduta anti-social. O psicopata tem plena condição de entender racionalmente as proibições legais. O que lhe falta é a apreensão do significado afetivo e emocional das transgressões que comete. O que o atrai é a realização obsessiva de suas fantasias macabras, mas o que o mantém em ação é a impunidade e a sensação de poder que lhe confere a convicção de estar acima dos outros homens, da lei e da moral."De certa forma todos nós temos essas características. O que importa são os filtros. quanto mais fina for a trama do nosso filtro moral menor a chance de desvios se manifestarem. Mas como a sociedade tem mudado e relaxado muito nos filtros. Ou seja, pequenos delitos e até graves são vistos como normais ou com atenuantes. Passa-se a mão na cabeça, ou dá-se alguma desculpa e fica por isso mesmo... A tendência é que situações chocantes ocorram com maior frequência.
A crença errônea de que tais situações não venham a acontecer "comigo" faz com que as pessoas se sintam imunes. Na verdade vigiar a si mesmo deveria ser uma atitude levada mais a serio. Não necessariamente obsessiva, mas de atenção a seus atos, pensamentos e fantasias. Quem nunca fantasiou se livrar de alguém que lhe incomodasse: Pais, amigos, irmãos, colegas de trabalho, chefes... Mas quando a fantasia passa pelo filtro, não passa para a realidade. Todavia se há raiva, ressentimento e se isso vai sendo reforçado ao longo do tempo, e compartilhado com alguém que possa a incentivar a realização da fantasia. Basta um momento, ou a oportunidade, de explosão, para chegar a atos irreversíveis.
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