segunda-feira, maio 14, 2007

Vi um documentário sobre José Lutzenberger. Ele foi um dos pioneiros do ambientalismo no Brasil. Lutz, como era conhecido, falava tudo isso que ouvimos hoje.
Há 15 anos atrás zombavam dele e o chamavam de lunático ou obcecado. Poucos o ouviram e tomaram alguma atitude concreta. Ele chegou a ser secretário especial do Meio-Ambiente por dois anos, no governo Collor. Nesse curto período, “teve papel decisivo na demarcação das terras indígenas, em especial a dos índios Yanomami, em Roraima, na decisão do Brasil de abandonar a bomba atômica, na assinatura do Tratado da Antártida, na Convenção das Baleias e na preparação e participação da Conferência Mundial do Ambiente, a Rio-92.” Imagine se tivesse ficado mais tempo.
Agora, provavelmente, nos lembraremos dele com maior freqüência. Ele tinha uma urgencia que ninguém queria admitir. Agora sabemos que não temos mais 15/20/30 anos para dar as costas para oque é óbvio e fazer de conta que não vai acontecer nada. Ah! Se o tivessem levado mais a sério!

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