Há uma explosão de formigas aqui em casa. De dia elas invadem a calçada e formam um tapete negro. No dia seguinte estão todas mortas. Elas sabem que estão sobrando no formigueiro e que para o bem da comunidade o excesso tem que partir. Nesse caso partir significa: morrer. Elas não combatem entre si para decidir quem irá ficar e quem irá partir. Também não sei como essa escolha é feita, mas de outro jeito não só não haveria espaço para elas no formigueiro como também não haveria espaço para elas no mundo. A natureza sabe como regular-se. Tem esses mecanismos que se fossem aplicados aos humanos soariam cruéis, embora os índios e culturas primitivas também tivessem algum procedimento semelhante. Nós podemos controlar a taxa de natalidade. É o único recurso humanamente possível. Ainda assim há quem se oponha a usar camisinha, a fazer laqueadura ou vasectomia. Somos seres mais ignorantes que as formigas. Por isso sofremos com a fome, com a miséria, com doenças que já nem fazem sentido existir, com falta de espaço para morar, com desastres climáticos. Os governos se importam muito pouco com isso.
Se as formigas não tivessem esse mecanismo de controle populacional, estaríamos a mercê delas e depois que elas estivessem sozinhas no planeta, comeriam umas as outras até não sobrar mais nenhuma. Será esse será o destino do ser humano?
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